Golpe da Encomenda: Como Funciona e Como Não Cair
Você recebe uma mensagem dizendo que sua encomenda foi bloqueada na alfândega.
Pouco depois, aparece uma cobrança de R$ 29,90 ou R$ 44,53 para liberar o pacote. Entretanto, aquele aviso que parece legítimo pode ser exatamente o início do chamado golpe da encomenda.
A fraude funciona porque explora uma situação bastante comum: muitas pessoas estão realmente esperando algum pedido.
Além disso, os criminosos podem usar nome, CPF, endereço, telefone, código de rastreamento e até informações verdadeiras sobre uma compra para tornar a mensagem convincente.
Ainda assim, dados corretos não provam que a cobrança seja legítima.
A Receita Federal atualizou suas orientações sobre esse tipo de fraude em agosto de 2026 e reforça que não envia mensagens cobrando dinheiro para liberar encomendas. O órgão também orienta consumidores a não realizar pagamentos por links, Pix ou QR Code enviados em mensagens e a consultar diretamente os canais oficiais.
Por isso, o maior erro é tentar “resolver rapidamente” o problema pelo próprio link recebido.
Em vez disso, abra diretamente o aplicativo da loja, o site dos Correios ou o portal oficial da transportadora responsável.
Consequentemente, você verifica a situação sem depender da mensagem possivelmente fraudulenta.
Neste guia, você vai entender como funciona o golpe da encomenda, quais sinais aparecem com mais frequência, por que os golpistas conseguem informações reais sobre pedidos e, principalmente, como evitar perder dinheiro ou entregar dados pessoais.
Como funciona o golpe da encomenda?
O golpe normalmente começa com uma comunicação inesperada.
Pode chegar por:
- SMS;
- WhatsApp;
- e-mail;
- rede social;
- página falsa de rastreamento.
A mensagem informa que existe algum problema com uma encomenda.
Por exemplo:
“Seu produto foi taxado pela alfândega.”
“Pedido bloqueado em Curitiba.”
“Última oportunidade para liberar a entrega.”
“Regularize a taxa para evitar devolução.”
Depois disso, aparece um link ou meio de pagamento.
Consequentemente, a vítima acredita que precisa agir rapidamente para não perder o produto.
A Receita Federal documenta exemplos reais de mensagens que utilizam exatamente esse tipo de abordagem, incluindo falsas ameaças de negativação do CPF e cobranças por Pix.
Por que esse golpe convence tanta gente?
A estratégia combina três elementos muito poderosos.
Primeiramente, existe uma encomenda real ou pelo menos a possibilidade de a vítima estar esperando uma.
Além disso, o valor solicitado costuma ser relativamente baixo.
Finalmente, a mensagem cria urgência.
O raciocínio da vítima pode ser:
“Comprei algo recentemente.”
“Eles sabem meu endereço.”
“A taxa é só R$ 35.”
“Melhor pagar do que perder o pedido.”
Como resultado, a decisão acontece antes da verificação.
Por isso, a defesa mais eficiente é justamente desacelerar.
1. A mensagem diz que sua encomenda foi bloqueada
Um dos formatos mais comuns informa que o pacote está:
- bloqueado;
- retido;
- parado;
- aguardando liberação;
- preso na alfândega.
Esse status pode parecer plausível em uma compra internacional.
Entretanto, a mensagem em si não prova que a situação existe.
Antes de clicar, abra o pedido original.
Depois disso, confira o rastreamento no canal oficial.
A Receita Federal recomenda começar justamente pela localização real da encomenda e pela identificação da transportadora responsável.
2. Surge uma pequena taxa para liberar o pacote
Cobranças baixas aparecem com frequência porque provocam menos resistência.
Imagine uma compra de R$ 700.
Receber uma taxa de R$ 32,90 pode parecer relativamente insignificante.
Porém, esse valor pode estar sendo enviado diretamente para uma conta de criminosos.
Além disso, pagar uma primeira taxa pode gerar novas cobranças.
Por isso, nunca conclua que um valor pequeno significa baixo risco.
3. A mensagem traz seus dados pessoais corretos
Esse é um dos elementos mais perigosos psicologicamente.
O texto pode conter:
- nome completo;
- CPF;
- endereço;
- telefone;
- produto;
- vendedor;
- número de rastreamento.
Naturalmente, a vítima pensa:
“Se eles sabem tudo isso, deve ser verdadeiro.”
Entretanto, a Receita Federal alerta expressamente que mensagens fraudulentas podem apresentar esses dados corretamente e, ainda assim, serem golpes.
Portanto, informação pessoal não serve como validação da cobrança.
4. Existe um link para “regularizar” a encomenda
A mensagem geralmente tenta levar a vítima para uma página externa.
Essa página pode imitar:
- Correios;
- Receita Federal;
- marketplace;
- transportadora;
- empresa de courier.
Além disso, pode apresentar um rastreamento aparentemente profissional.
Entretanto, tudo pode ter sido criado pelo golpista.
Por isso, não entre pelo endereço enviado.
Digite diretamente o site oficial ou abra o aplicativo.
5. O site falso mostra um rastreamento convincente
Uma página fraudulenta pode apresentar várias etapas.
Por exemplo:
“Pedido postado.”
“Chegou ao Brasil.”
“Fiscalização aduaneira.”
“Pagamento pendente.”
“Entrega bloqueada.”
Isso cria uma narrativa convincente.
Entretanto, um rastreamento exibido pelo próprio site que está cobrando dinheiro não é uma confirmação independente.
A Receita Federal alerta que criminosos podem criar números e páginas falsas de rastreio para sustentar a fraude.
Consequentemente, valide o código em fonte oficial.
6. O golpe pede Pix ou QR Code
Depois de convencer a vítima de que existe uma pendência, o pagamento precisa ser rápido.
Por isso, Pix e QR Code são utilizados com frequência.
A Receita Federal informa que não recebe pagamentos de impostos sobre mercadorias importadas por Pix, QR Code, cartão ou transferência direta. Nas remessas pelos Correios, o processo aplicável ocorre pela plataforma oficial Minhas Importações.
Consequentemente, um QR Code enviado por mensagem merece forte desconfiança.
7. Pode existir ameaça de negativar seu CPF
Algumas mensagens aumentam ainda mais a pressão.
Por exemplo:
“O não pagamento resultará em negativação do CPF.”
Esse tipo de ameaça aparece em exemplos de golpes documentados pela Receita Federal.
Além disso, o órgão esclarece que débitos relativos a impostos de encomendas internacionais não são negativados em instituições como SPC ou Serasa da maneira descrita nesses golpes.
Portanto, essa ameaça deve aumentar sua desconfiança, não sua pressa.
8. A mensagem diz que o pacote será perdido
Outro gatilho comum envolve medo de perder a compra.
A mensagem pode afirmar:
- “encomenda será descartada”;
- “produto será devolvido”;
- “última chance”;
- “objeto será leiloado”.
Existem situações reais em que uma encomenda pode ser devolvida ou até apreendida conforme irregularidades e regras de importação. Entretanto, essas ocorrências devem aparecer no rastreamento e nos sistemas oficiais correspondentes.
Por isso, não pague simplesmente por causa da ameaça.
Receita Federal manda mensagem para cobrar encomenda?
Segundo a própria Receita Federal, não.
O órgão afirma que não liga nem envia mensagens para cobrar pagamento destinado à liberação de mercadorias.
Além disso, cobranças legítimas relacionadas à operação não devem ser pagas por links enviados aleatoriamente por WhatsApp ou SMS.
Por isso, recebeu uma suposta cobrança da Receita?
Não responda.
Não clique.
Abra os canais oficiais.
Correios podem cobrar valores em encomendas internacionais?
Existem situações legítimas em que o destinatário precisa realizar pagamento relacionado à importação.
Entretanto, quando a encomenda é transportada pelos Correios, a Receita Federal informa que o processo ocorre por meio da área Minhas Importações no site ou aplicativo oficial.
Por isso, não utilize um link recebido por SMS para chegar até lá.
Em vez disso, acesse os Correios diretamente.
Como conferir uma encomenda nos Correios?
Faça a verificação por conta própria.
Primeiramente, localize o código de rastreamento no site onde realizou a compra.
Depois disso, abra o rastreamento oficial dos Correios.
Caso exista uma exigência ou cobrança aplicável, acesse a área Minhas Importações.
A Receita Federal explica que essa área também pode ser utilizada para visualizar exigências de documentação relacionadas à fiscalização.
Consequentemente, você não precisa depender de mensagens externas.
E quando a encomenda vem por transportadora privada?
Nesse caso, identifique a empresa responsável no pedido original.
Depois disso, acesse diretamente o site oficial da transportadora.
A Receita Federal informa que remessas expressas internacionais podem ser processadas por empresas autorizadas e recomenda que a tratativa seja feita diretamente no canal da empresa contratada.
Por isso, não confie automaticamente em um site cujo endereço chegou por mensagem.
Como saber qual transportadora está com meu pedido?
Comece pela loja ou marketplace.
Normalmente, a página do pedido informa:
- empresa responsável;
- rastreamento;
- status;
- previsão de entrega.
Em seguida, abra diretamente o site da empresa responsável.
Além disso, em encomendas internacionais, a Receita Federal orienta verificar se o transporte está sendo realizado por Correios ou por empresa autorizada para a modalidade correspondente.
Compra no Remessa Conforme pode receber cobrança posterior?
Em compras realizadas em sites certificados pelo Programa Remessa Conforme, os impostos e serviços aplicáveis são recolhidos no momento da compra, segundo a Receita Federal.
Por isso, uma mensagem posterior cobrando um novo “imposto para liberar” merece investigação.
Entretanto, não conclua nada apenas pela memória.
Abra o pedido e confira como a tributação foi apresentada no checkout.
Depois disso, verifique o status oficial da encomenda.
Taxa de liberação existe?
Essa expressão é frequentemente utilizada em golpes.
A Receita Federal alerta para páginas e cobranças falsas que tentam convencer o consumidor de que precisa pagar para liberar a mercadoria. Além disso, informa que a tratativa legítima de liberação ocorre por meio dos Correios ou da empresa de remessa responsável.
Por isso, uma cobrança chamada simplesmente de “taxa de liberação” deve ser validada cuidadosamente.
E a chamada taxa de reenvio?
Outra variação do golpe afirma que houve problema na entrega.
Então aparece a mensagem:
“Pague R$ 24,90 para reenviar sua encomenda.”
Entretanto, não realize o pagamento sem verificar a ocorrência no rastreamento oficial.
Se houve realmente tentativa frustrada, devolução ou outro problema, o status deve ser consultado diretamente no canal da empresa responsável.
Consequentemente, a mensagem isolada não é suficiente.
Como um criminoso consegue dados reais da encomenda?
Não existe uma única origem possível.
Informações podem circular por:
- vazamentos;
- páginas falsas;
- bases comprometidas;
- engenharia social;
- cadastros expostos.
Além disso, determinadas informações de rastreamento podem ser obtidas por outros meios.
A Receita Federal possui inclusive orientação específica para consumidores que suspeitam do uso indevido do CPF em compras internacionais.
Por isso, dados corretos nunca devem eliminar sua cautela.
Golpe da encomenda pode acontecer sem você ter comprado nada?
Sim.
Criminosos podem disparar mensagens em grande escala.
Como muitas pessoas realizam compras online regularmente, parte dos destinatários estará realmente esperando um pedido.
Consequentemente, a fraude pode parecer personalizada mesmo quando foi enviada para milhares de números.
Por isso, a primeira pergunta deve ser:
“Qual pedido exatamente essa mensagem está mencionando?”
Se não consegue identificar, o alerta aumenta.
Golpe do “brinde, pague só o frete”
Outra abordagem informa que você ganhou algum produto.
Depois disso, basta pagar uma pequena taxa ou frete.
A Receita Federal também alerta para situações em que brindes ou mercadorias são usados como pretexto para cobranças fraudulentas.
Por isso, desconfie quando ganhar algo inesperadamente e precisar fornecer Pix ou dados de pagamento para recebê-lo.
SMS de encomenda bloqueada: o que fazer?
Não clique no link.
Primeiramente, abra o aplicativo da loja.
Depois disso, procure o pedido correspondente.
Em seguida, confira o rastreamento oficial.
A Receita Federal documenta exemplos de SMS falsos dizendo que a encomenda foi bloqueada ou taxada e pedindo pagamento por endereço externo.
Consequentemente, trate mensagens assim como possível phishing até confirmar o contrário.
WhatsApp dizendo que o produto foi taxado: é confiável?
Não utilize a própria mensagem como prova.
A Receita Federal é clara ao afirmar que não envia mensagens de cobrança para liberação de mercadorias via WhatsApp.
Além disso, uma conta pode usar foto, nome e identidade visual semelhantes aos oficiais.
Por isso, ignore o link e verifique a encomenda por conta própria.
E-mail sobre pacote retido também pode ser golpe?
Sim.
Phishing por e-mail pode utilizar:
- logotipo;
- número do pedido;
- nome;
- botão de pagamento;
- falsa fatura.
Além disso, o endereço do remetente pode ser parecido com o verdadeiro.
Consequentemente, não clique imediatamente.
Abra a conta oficial da loja ou transportadora e procure a informação por lá.
Como reconhecer um site falso de encomenda?
Alguns sinais merecem atenção.
Observe:
- domínio estranho;
- erros no endereço;
- urgência excessiva;
- ausência de informações empresariais;
- Pix para pessoa desconhecida;
- páginas que só funcionam pelo link recebido;
- cobrança sem equivalente no rastreamento oficial.
Entretanto, aparência bonita não significa legitimidade.
A Receita Federal recomenda verificar a reputação de sites desconhecidos e desconfiar de ofertas ou páginas cuja situação parece fora do normal.
Cadeado HTTPS significa que o site é verdadeiro?
Não.
HTTPS protege a comunicação entre seu navegador e o site.
Entretanto, uma página fraudulenta também pode usar HTTPS.
Consequentemente, o cadeado não confirma que você está no site dos Correios, da Receita ou de uma transportadora específica.
Por isso, confira o domínio completo.
Código de rastreamento válido significa que a cobrança é real?
Também não.
A mensagem pode utilizar informações reais para dar credibilidade à fraude.
Por isso, não valide a cobrança olhando apenas para o rastreamento exibido na própria mensagem.
Em vez disso, pegue o código e consulte diretamente a fonte oficial.
Dessa maneira, você faz uma verificação independente.
Como não cair no golpe da encomenda
Use uma regra simples de cinco etapas.
1. Não clique
Recebeu cobrança inesperada? Ignore o link.
2. Identifique o pedido
Abra a loja onde comprou.
3. Confira o rastreamento
Use Correios ou transportadora oficial.
4. Verifique cobranças no canal correto
Por exemplo, Minhas Importações quando aplicável.
5. Só então tome uma decisão
Consequentemente, a mensagem perde o poder de direcionar seu comportamento.
Nunca confie apenas no valor baixo
Uma taxa de R$ 19,90 parece pequena.
Entretanto, o golpe não precisa roubar milhares de reais de uma única pessoa para ser lucrativo.
Além disso, páginas falsas podem coletar informações extras.
Por exemplo:
- CPF;
- cartão;
- e-mail;
- senha;
- telefone.
Consequentemente, o prejuízo potencial pode ser maior do que o valor apresentado inicialmente.
Não informe códigos de autenticação
Depois do primeiro contato, o criminoso pode tentar aprofundar o golpe.
Por exemplo:
“Enviei um código para confirmar a liberação.”
Entretanto, o código pode estar sendo utilizado para acessar uma conta sua.
Por isso, nunca envie:
- senha;
- PIN;
- código SMS;
- 2FA;
- token bancário.
Além disso, empresas legítimas não precisam que você entregue sua senha de login para rastrear uma encomenda.
Não instale aplicativos enviados por mensagem
Em alguns golpes, a vítima pode receber instrução para instalar um aplicativo.
A justificativa pode ser:
“acompanhar o pacote”,
“resolver tributação”,
ou “confirmar identidade”.
Entretanto, instalar software de origem desconhecida cria riscos adicionais.
Por isso, aplicativos devem ser baixados apenas das lojas oficiais e a partir de canais legítimos.
Compare: mensagem legítima x golpe da encomenda
| Sinal | Situação mais confiável | Possível golpe |
|---|---|---|
| Origem | App/site oficial | SMS inesperado |
| Rastreamento | Canal da transportadora | Site enviado na mensagem |
| Pagamento | Sistema oficial | Pix externo |
| QR Code | Gerado no canal correto | Imagem recebida |
| Urgência | Prazo informado normalmente | “Pague em 10 minutos” |
| CPF | Sem ameaças | “Será negativado” |
| Dados pessoais | Apenas contexto | Usados para convencer |
| Valor | Explicação clara | Taxa genérica |
| Atendimento | Canal oficial | Número desconhecido |
| Link | Acesso digitado pelo usuário | Endereço enviado pelo golpista |
Portanto, vários sinais juntos ajudam a identificar a fraude.
O que fazer se você clicou no link, mas não pagou?
Feche a página.
Depois disso, pense se forneceu alguma informação.
Se apenas abriu e não digitou dados, o risco pode ser menor.
Entretanto, caso tenha informado:
- senha;
- cartão;
- CPF;
- login;
- código;
tome medidas adicionais.
Por exemplo, altere senhas potencialmente comprometidas e procure sua instituição financeira quando houver dados bancários envolvidos.
O que fazer se você já pagou?
Aja rapidamente.
Primeiramente, entre em contato com a instituição financeira pelo canal oficial.
Depois disso, informe que suspeita de fraude.
Além disso, preserve:
- comprovante;
- chave Pix;
- conversa;
- SMS;
- e-mail;
- URL;
- dados do recebedor.
A Receita Federal orienta vítimas de tentativa de fraude ou extorsão a procurarem a Polícia Civil para formalizar a denúncia.
O banco consegue recuperar o Pix?
Não existe garantia de recuperação.
Entretanto, quanto mais cedo o banco for comunicado, melhor será a possibilidade de analisar o caso pelos mecanismos disponíveis.
Por isso, não espere para descobrir se o pacote chegará.
Assim que perceber a fraude, entre em contato com a instituição.
Além disso, utilize apenas telefones e aplicativos oficiais do banco.
Preciso fazer boletim de ocorrência?
Em caso de fraude, registrar a ocorrência pode ser importante.
A Receita Federal recomenda procurar a Polícia Civil quando houver fraude ou extorsão relacionada a falsas cobranças de encomendas.
Consequentemente, mantenha as provas organizadas.
Isso facilita o relato.
Como guardar as provas
Crie uma pasta.
Salve:
- prints;
- número de telefone;
- mensagem;
- link;
- QR Code;
- comprovante;
- código de rastreamento;
- nome do destinatário;
- horário.
Além disso, não apague imediatamente a conversa.
Dessa maneira, você preserva a sequência dos acontecimentos.
O que fazer se o CPF estiver sendo usado em encomendas desconhecidas?
Esse problema é diferente de uma simples mensagem falsa.
Se você suspeitar que existem compras internacionais associadas indevidamente ao seu CPF, a Receita Federal orienta consultar a situação junto à empresa de comércio eletrônico ou, no caso de remessas pelos Correios, utilizar os procedimentos correspondentes.
Por isso, não ignore encomendas efetivamente registradas em seu nome sem explicação.
Benefícios de conferir antes de pagar
Evita perda financeira
Esse é o benefício mais imediato.
Protege seus dados
Além disso, você reduz a chance de entregar informações a páginas falsas.
Evita golpes sucessivos
Consequentemente, uma primeira taxa não vira várias.
Aumenta a segurança das compras internacionais
Você aprende onde consultar cada situação.
Reduz decisões por medo
Urgência deixa de controlar sua ação.
Erros mais comuns no golpe da encomenda
1. Clicar porque está esperando um pedido
Coincidência não prova legitimidade.
2. Confiar porque a mensagem tem CPF
Além disso, criminosos podem possuir dados reais.
3. Pagar porque o valor é pequeno
Consequentemente, esse é justamente um gatilho da fraude.
4. Usar o próprio link para conferir
Um site falso confirmará a história inventada pelo golpista.
5. Acreditar na ameaça de negativação
A Receita alerta que esse discurso faz parte de golpes documentados.
6. Compartilhar códigos
Por isso, nunca entregue códigos de autenticação.
7. Não consultar o pedido original
Essa deveria ser sua primeira fonte de informação.
Checklist: pode ser golpe da encomenda?
Antes de clicar ou pagar, confira:
- Recebi uma mensagem inesperada?
- Existe link externo?
- A mensagem diz que o pacote foi bloqueado?
- Foi solicitada uma pequena taxa?
- Existe Pix ou QR Code?
- Estão usando urgência?
- Existe ameaça de perder a encomenda?
- Falaram em negativar meu CPF?
- A mensagem veio por WhatsApp ou SMS?
- O site possui domínio estranho?
- O rastreamento só funciona no link enviado?
- O pagamento não aparece no pedido original?
- Não consultei os Correios diretamente?
- Não confirmei a transportadora?
- Os dados pessoais corretos estão me fazendo confiar demais?
- Existe uma cobrança chamada simplesmente “taxa de liberação”?
- Pediram senha ou código?
- Solicitaram download de aplicativo?
- O pagamento vai para uma pessoa desconhecida?
- Estou sendo pressionado a decidir rápido?
Se vários desses sinais aparecem juntos, portanto, pare e confirme a situação por meios oficiais antes de qualquer ação.
Conclusão
O golpe da encomenda funciona porque mistura informações verdadeiras, medo e urgência.
Você pode realmente estar esperando uma compra.
Além disso, o criminoso pode conhecer seu nome, CPF, endereço ou rastreamento.
Entretanto, nenhuma dessas informações transforma uma mensagem em cobrança legítima.
A Receita Federal reforçou em agosto de 2026 que não envia mensagens cobrando pagamento para liberar encomendas e orienta consumidores a utilizar somente os canais oficiais das empresas, dos Correios ou das transportadoras responsáveis.
Por isso, nunca comece pela mensagem.
Primeiramente, abra o pedido original.
Depois disso, confira qual empresa está transportando a encomenda.
Em seguida, consulte diretamente o rastreamento oficial.
Caso exista alguma exigência ou pagamento legítimo, ela deverá ser verificada no sistema correspondente.
Para encomendas internacionais transportadas pelos Correios, por exemplo, a Receita orienta o uso da plataforma Minhas Importações quando aplicável.
Além disso, não confie em cobranças por Pix ou QR Code recebidas por SMS e WhatsApp.
Outro sinal importante é a ameaça de negativar seu CPF.
Esse tipo de mensagem aparece em golpes documentados, enquanto a Receita esclarece que débitos de impostos de encomendas internacionais não são negativados em SPC ou Serasa da forma apresentada pelos fraudadores.
Finalmente, se você já pagou, não espere.
Procure imediatamente sua instituição financeira, preserve as provas e registre a situação pelos canais adequados.
Portanto, a melhor defesa contra o golpe da encomenda é simples: quando uma cobrança inesperada aparecer, ignore o link recebido e confirme tudo de forma independente.
FAQ — Perguntas Frequentes
1. O que é o golpe da encomenda?
É uma fraude em que criminosos simulam problemas com um pacote para induzir pagamento ou coleta de dados. Normalmente, aparecem falsas taxas, links ou Pix.
2. Como funciona o golpe da encomenda?
A vítima recebe uma mensagem dizendo que o pedido está bloqueado ou taxado. Depois disso, surge uma cobrança para supostamente liberar a entrega.
3. Receita Federal manda WhatsApp sobre encomenda taxada?
Não para cobrar liberação dessa forma. Segundo a Receita, mensagens de cobrança por WhatsApp devem ser tratadas como golpe.
4. Receita Federal manda SMS cobrando imposto?
Não por links enviados dessa maneira. Além disso, existem exemplos oficiais de SMS falsos usados em golpes de encomenda.
5. Correios podem ter cobrança legítima de importação?
Sim, dependendo da remessa. Entretanto, quando aplicável, o pagamento é consultado e realizado pela área oficial Minhas Importações.
6. Posso pagar a taxa pelo link do SMS?
Não é recomendado. Em vez disso, entre diretamente no site ou aplicativo oficial e confira a cobrança.
7. QR Code para liberar encomenda pode ser falso?
Sim. Consequentemente, não confie em QR Code recebido por mensagem apenas porque ele funciona.
8. Pix para liberar pacote é seguro?
Somente quando a cobrança legítima foi gerada no canal oficial correspondente. Por isso, nunca envie dinheiro a uma chave recebida isoladamente.
9. Meu nome está correto na mensagem. Ainda pode ser golpe?
Sim. Inclusive, a Receita alerta que golpistas podem usar nome, CPF, endereço e telefone corretos.
10. O código de rastreamento correto prova que a mensagem é legítima?
Não. Por isso, consulte o código diretamente no site oficial da transportadora.
11. Como saber se minha encomenda foi realmente taxada?
Abra o rastreamento oficial e consulte o sistema responsável pela remessa. Quando forem os Correios, use Minhas Importações quando aplicável.
12. Produto “parado em Curitiba” significa que preciso pagar?
Não necessariamente. Primeiramente, confirme o status no rastreamento oficial.
13. A mensagem diz que meu CPF será negativado. É verdade?
A Receita informa que impostos de encomendas internacionais não são negativados em SPC ou Serasa da forma descrita nesses golpes.
14. “Última chance para liberar” é sinal de golpe?
Pode ser. Principalmente quando aparece junto de link e cobrança, a urgência merece cautela.
15. Taxa pequena de R$ 20 pode ser golpe?
Sim. Afinal, valores baixos reduzem a resistência da vítima.
16. Site de rastreamento pode ser falso?
Pode. Consequentemente, prefira sempre o endereço oficial da empresa responsável.
17. O cadeado do navegador garante que o site é verdadeiro?
Não. Embora indique conexão criptografada, ele não confirma a identidade da empresa.
18. Comprei pelo AliExpress e recebi SMS de taxa. O que faço?
Abra seu pedido e confira o rastreamento oficial. Depois disso, identifique a empresa responsável antes de pagar qualquer valor.
19. Compra na Shopee também pode ser usada nesse golpe?
Sim, criminosos podem citar diferentes marketplaces. Por isso, consulte diretamente o pedido dentro da plataforma.
20. Amazon manda Pix por WhatsApp para liberar pedido?
Uma cobrança inesperada deve ser confirmada diretamente na conta oficial. Consequentemente, não utilize um Pix enviado por mensagem.
21. Compra no Remessa Conforme pode ter cobrança falsa depois?
Sim, golpistas podem enviar mensagens independentemente do regime real da compra. Por isso, consulte as informações do pedido original.
22. Transportadora privada pode solicitar pagamento?
Dependendo da operação, podem existir cobranças legítimas. Entretanto, verifique tudo diretamente no site oficial da empresa autorizada.
23. Receita Federal recebe Pix?
Não para pagamento direto de impostos sobre encomendas da forma apresentada nesses golpes.
24. Existe taxa de liberação da Receita?
Desconfie dessa expressão genérica. Afinal, tratativas legítimas de liberação ocorrem pelos canais responsáveis pela remessa.
25. Ganhei um brinde e pediram apenas o frete. É seguro?
Pode ser golpe. Além disso, a Receita alerta especificamente para esse tipo de abordagem.
26. O que faço se cliquei no link?
Feche a página e avalie se forneceu algum dado. Caso tenha digitado senha ou informações bancárias, tome medidas de segurança imediatamente.
27. Digitei minha senha em um site falso. O que fazer?
Troque a senha rapidamente. Além disso, altere outras contas se reutilizava a mesma credencial.
28. Informei dados do cartão. E agora?
Entre em contato com a instituição emissora. Depois disso, siga as orientações para bloqueio, substituição ou monitoramento.
29. Já fiz o Pix. Ainda posso agir?
Sim. Primeiramente, comunique seu banco imediatamente e informe a suspeita de fraude.
30. Devo registrar boletim de ocorrência?
Em casos de fraude ou extorsão, a Receita recomenda procurar a Polícia Civil.
31. Preciso guardar o SMS?
Sim. Além disso, preserve prints, números, links e comprovantes.
32. Posso responder o golpista para obter mais informações?
Não é necessário continuar a interação. Em vez disso, concentre-se em preservar provas e procurar canais oficiais.
33. Como saber qual transportadora está com meu pacote?
Confira essa informação na página do pedido original. Posteriormente, abra diretamente o site da transportadora.
34. Encomenda pode realmente ser devolvida ao exterior?
Sim, existem situações legítimas que podem levar à devolução. Entretanto, o motivo deve ser consultado no sistema oficial correspondente.
35. Fiscalização da Receita significa cobrança automática?
Não. Além disso, uma encomenda pode simplesmente estar em análise ou exigir documentação.
36. Minhas Importações é importante?
Sim para remessas internacionais pelos Correios quando aplicável. Dessa forma, você consulta exigências e pagamentos legítimos pelo canal correto.
37. Como evitar o golpe da encomenda?
Ignore links recebidos, consulte o pedido original e use rastreamento oficial. Além disso, nunca pague por pressão.
38. Qual é o maior sinal de alerta?
Uma cobrança inesperada acompanhada por urgência, link externo e Pix é uma combinação especialmente suspeita.
39. Dados verdadeiros tornam a mensagem confiável?
Não. Consequentemente, valide sempre por uma fonte independente.
40. Resumindo: como não cair no golpe da encomenda?
Nunca pague pelo link recebido. Abra diretamente a loja, os Correios ou a transportadora oficial, confirme o rastreamento e só realize qualquer pagamento quando a cobrança existir dentro do canal legítimo.
Seu pedido pode estar a caminho — e o golpe também
Quanto mais compras fazemos pela internet, mais fácil se torna acreditar em uma mensagem sobre determinada encomenda.
Entretanto, urgência, dados pessoais corretos e um pequeno valor não são provas de legitimidade.
Por isso, antes de clicar ou pagar, abra diretamente o pedido e confirme tudo pelo canal oficial.
No Cuponizando, você encontra promoções, cupons e oportunidades em diferentes lojas e marketplaces.
Além de economizar, mantenha uma rotina de compra segura: desconfie de cobranças inesperadas, confirme o rastreamento e nunca deixe uma mensagem decidir onde você deve enviar seu dinheiro.